Communication & Cooperation

Prevenir crises é prevenir problemas de imagem

Qualquer organização, seja governamental, não governamental ou educacional, vive da sua imagem. Ou seja, da forma como seus públicos a veem, a enxergam. Paul Argenti comenta que “depois de interagir com uma organização, os públicos podem ter uma imagem diferenciada da que tinham antes. Se isso acontecer, o objetivo é de que a imagem seja melhor, e não pior”.[1]

Isso parece óbvio, mas não é no cotidiano. A rotina de uma escola, colégio ou universidade é muito intensa e há diferentes preocupações. Desde a capacidade de atrair alunos até a infraestrutura necessária para que eles se sintam bem e sejam plenamente atendidos. Evidentemente há preocupações com o plano pedagógico e, no caso da rede adventista, com a missão cristã.

Photo: Pixabay

Tudo isso é muito relevante, mas é importante ter atenção especial à prevenção de crises de imagem. Muitos especialistas destacam que as crises de imagem podem ser evitadas ou não. São repentinas e bruscas, muitas vezes, criam uma instabilidade interna e podem ser gerenciadas, mas dificilmente anuladas ou apagadas em seus efeitos.

Então por que é importante prevenir crises?

Porque elas podem afetar a maneira como alunos, comunidade escolar e futuros pais de alunos veem essa instituição educacional. As pessoas prestam atenção, hoje, à maneira como as organizações enfrentam momentos difíceis. Por exemplo, veja como as pessoas comentam e discutem o jeito como governos, como o dos Estados Unidos, reagem a críticas internas e observações externas. Tudo contribui para formar uma imagem. Não basta ao governo ter um discurso expresso em uma bela retórica e ótimas iniciativas. A forma como ele reage às crises vai determinar a forma como será visto e eventualmente respeitado ou detestado.

E como se previnem crises de imagem em uma instituição educacional adventista?

Há três passos básicos:

  1. Estabelecimento de uma comissão capaz de identificar e discutir periodicamente riscos que a organização pode enfrentar (desde locais com potencial para acidentes até questões políticas e sociais que podem comprometer a escola). Identificar riscos é o primeiro passo para prevenir crises.
  2. Desenvolvimento de um processo claro e organizado para atender a reclamações e queixas de pais e da comunidade escolar sobre a instituição. Em tempos de ampla difusão por meio de redes sociais, não se pode mais negligenciar o diálogo consistente com quem tem alguma crítica à organização. Criar e manter um processo constante de diálogo com quem se queixa é uma importante forma de prevenir crises.
  3. Estabelecimento de um diálogo permanente com outras escolas, instituições governamentais da cidade ou do país e com os meios de comunicação e demais formadores de opinião. Não se pode mais pensar em uma escola isolada da sociedade. Ainda mais uma escola com princípios tão sólidos e embasados como é o caso da rede de educação adventista. Os públicos de interesse da escola se informam, também, a partir do que veem na mídia, leem na internet e conversam com outros formadores de opinião. Isso previne crises que surgem pela falta de informação.

[1] ARGENTI, Paul. Comunicação Empresarial – A construção da identidade, imagem e reputação. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.


Nota: Artigo escrito e postado em Português

Felipe Lemos

Felipe Lemos

Jornalista, mestrando em Comunicação pela Universidade Católica de Brasília e gerente da Assessoria de Comunicação da Divisão Sul-Americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia, sediada no Brasil.
Felipe Lemos

Latest posts by Felipe Lemos (see all)


Leave a Comment

We welcome and encourage constructive, respectful and relevant comments. We reserve the right to approve comments and will not be able to respond to inquiries about deleted comments. By commenting, you agree to our comment guidelines.

Your email address will not be published. Required fields are marked *