Communication & Cooperation

Parcerias colaborativas podem melhorar a comunicação e a cooperação?

Uma das condições essenciais nas parcerias colaborativas entre os professores, é entende-las como um processo de formação continuada de aprendizagem. Isso é importante, pois valoriza a ação docente com o objetivo de atingir os grandes ideais da educação cristã.

O coletivo nos traz o comprometimento de aprender com o outro e melhorar a si mesmo. Quando o professor descreve ao grupo o que faz e porque faz, ele tem a oportunidade de reanalisar suas ações, crenças e valores.

Photo: Pixabay

O que significa trabalhar com professores em grupos colaborativos ou parcerias? É uma maneira fundamental de aprofundar a discussão dos processos de aprendizagem. Quando o docente descreve suas ações, amplia-se também suas percepções interpretativas para a reelaboração da sua ação. Segue alguns pontos que podem favorecer a comunicação e a cooperação escolar:

1. No grupo, o professor percebe que pode aprender com seus colegas recebendo feedbacks baseados nos questionamentos do cotidiano ou nas pesquisas dos resultados de aprendizagem. Portanto, é o próprio grupo que avalia o caminho da ação-reflexão-ação e suas implicações.

2. No sentido de ressignificação, o ponto alto da pesquisa e reflexão é vivenciar tentativas de inovação, consequentemente ir além do discurso. É preciso alinhar a filosofia e a metodologia.

3. É preciso assumir uma nova atitude para estruturar o trabalho com conceitos. Não apenas de forma tangível, como também abstrair conceitos para aplicar o ensino em outras situações.

4. A integração da teoria e prática deve ocorrer tendo em vista a participação dialógica, cooperativa e coletiva.

5. Na problematização, construímos conceitos através de parcerias colaborativas. O professor compartilha com o grupo as dificuldades de ensino que vivencia. Essas são discutições coletivas que promovem analises, intervenções e propõe soluções.

6. O processo de trabalho da investigação consiste em: definição do problema, levantamento das hipóteses, intervenção, testes das hipóteses e avaliação. Esse processo é um ciclo que favorece a relação entre a ação crítica, definição dos conceitos, a tomada de decisões individuais e coletivas.

7. As parcerias colaborativas visam aprimorar a comunicação e a cooperação, pois são um meio de renovação da escola. Essas promovem condições para que professores, alunos, pais e comunidade trabalhem juntos e se tornem protagonistas comprometidos.

Como docente é imprescindível tornar-se um pesquisador permanente que aprimore a comunicação e a cooperação. Assim, a teoria e a prática se unem ao ensino redentivo.

 

*Este é o segundo artigo de uma série sobre o tema. Clique aqui para ler o primeiro artigo da série. 

Bibliografia

PIMENTA, S.G. e GHEDIN, E. (Orgs). Professor Reflexivo no Brasil: gênese e críticade um conceito. São Paulo, Cortez, 2002.

SCHINETZLER, R. P. O professor de ciências: problemas e tendências de sua formação. In SCHINETZLER, R. P. e ARAGÃO, R. M. (Orgs). Ensino de Ciências: fundamentos e abordagens. Campinas, R. Vieira Gráfica e Editora Ltda, CAPES/UNIMEP,2000.

____________. A investigação-ação e o desenvolvimento profissional docente. (mimeo) 2014,13p.

ZEICHNER, K. M. A formação reflexiva de professores: Ideias e práticas. Lisboa, Educa,2002

WHITE, E. G. Conselhos a professores, pais e estudantes. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2007.

______. Educação. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2008.

 


Nota: Artigo escrito e postado em Português

Suzete Maia

Suzete Maia

Suzete Araujo Aguas Maia, é doutorando do curso Distúrbios do Desenvolvimento, na Universidade Presbiteriana Mackenzie, mestre em Educação pelo UNASP, campus Engenheiro Coelho, Brasil, concluiu especialização em Didática e Prática de ensino, Suíça, atuou como professora, coordenadora pedagógica, gestora escola e atualmente é a Diretora de Graduação do UNASP, campus Hortolandia. Trabalha há 22 anos na Educação Adventista. 
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