A group of children sit on the floor cross legged, listening to the teacher read a story.

A arte de contar histórias

South American

Adultos e crianças gostam de ouvir, imaginar e acompanhar uma história bem contada. Antes de tudo, contar histórias é uma arte. Alguns nascem com esse dom natural e outros desenvolvem essa habilidade através de técnicas e treinamento.

A group of children sit on the floor cross legged, listening to the teacher read a story.Eu conto histórias desde que era uma professora do ensino fundamental, isso lá pelos anos 90. Atualmente conto histórias em eventos como acampamentos ou Semanas de Oração voltadas para o público infantil. Diante disso, diria que o maior desafio ao contar histórias é manter a atenção das crianças. Essa tarefa é difícil independente do tamanho do público: seja de 12 crianças em uma sala de escola sabatina ou um grupo de mil crianças em um acampamento.

Para agradar os pequenos e ao mesmo tempo apresentar um conteúdo relevante, aprendi ao longo dos últimos anos algumas coisas e gostaria de compartilhar com você que também gosta de contar histórias.

Qual seu público?

A primeira informação relevante é a escolha da história. Para que ela seja eficiente, é bom conhecer o perfil de seu público, porque cada faixa etária tem um interesse peculiar que você pode levar em conta no momento da seleção:

  • 3 a 4 anos – idade do fascínio: Narrações curtas e atraentes, pode-se usar gravuras de preferência grandes. Histórias que tenham bichos, brinquedos, objetos e usem expressões repetitivas.
  • 5 a 6 anos – idade realista: Histórias da vida real, falando do lar, etc. Narrações curtas e com muita ação, mas enredo simples. Até os 6 anos a criança gosta de ouvir a mesma história várias vezes.
  • 7 a 9 anos – idade fantástica: Gosta de histórias de personagens que possuem poder, histórias de aventuras, engraçadas e vinculadas à realidade.
  • 10 a 12 anos – idade heróica: Narrativas de viagens, explorações, relatos históricos e preocupação com os outros.

Um personagem bíblico como Davi, por exemplo, pode contemplar cada um destes perfis. Enfatizando suas características ou as fases: pastor de ovelhas, o filho mais novo ungido rei, Davi que enfrenta Golias ou o líder do exercito, Davi escritor de salmos e músico.

Planejamento e criatividade

Depois de levar em conta o público a ser atingido, vem a fase do planejamento. Parece burocrático falar em planejamento, mas é este momento que você poderá criar uma estratégia única e surpreendente para sua história.

Todos: adultos, jovens, adolescentes e crianças gostam de algo imprevisto ao ouvir uma história.Mas ninguém gosta do improviso. Criatividade exige planejamento!

O preparo inclui alguns itens relevantes:

  • Oração (sem oração você não dá oportunidade de Deus trabalhar com você);
  • Dominar a história (saber acrescentar novos detalhes e torna aquela história conhecida, mais interessante);
  • Estar preparado para perguntas;
  • Ter um objetivo para que o final da história traga um conteúdo a ser aprendido;
  • Preparar os elementos que vão ilustrar sua história;
  • Treinar, para verificar se sua ideia é viável.

Quando conto a história da fornalha ardente, por exemplo, costumo colocar fogo em uma panela de pressão, e dentro da panela coloco Sadraque, Mesaque e Abedenego (representados por um garfo, uma colher e uma faca). Com tantos elementos, treinar é fundamental. Assim a criança fica atenta e você mantém sob controle todas as partes da história.

Outros elementos como articulação da voz, as fases que devem conter em uma história e a forma de percepção do público também são essenciais, mas estes itens vamos deixar para o texto da próxima semana.

Author

Educadora e jornalista por formação. Também é pós-graduada em Gestão Escolar e MBA de Comunicação Corporativa. Já atuou por 13 anos em diversas instituição educacionais no Brasil, como professora, coordenadora, e diretora escolar. Nos últimos anos trabalha como assessora de imprensa no Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP), no campus Hortolândia, interior de São Paulo, Brasil. Sobre a atividade de contar histórias, participa de Eventos infantis e Semanas de Oração para crianças como um hobby.

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