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Criatividade para aprender melhor

Water, sugar, flour, grass, dirt and moldy bread. Tudo misturado numa panela e… lousa! O assunto da aula era “passado contínuo”, mas a performance era nada esperada para uma simples aula de Língua Inglesa e essa com certeza era uma das receitas de sucesso daquele professor. Conhecido por usar de uma criatividade incrível, as aulas dele eram esperadas pelos alunos e famosas pelas audácias. Aquilo que parecia não ter utilidade dentro de uma sala de aula, tinha um papel reservado no espetáculo do mestre.

Quando estava na faculdade de Letras e comecei o período de estágio, logo já fui informada de que não poderia perder uma aula daquele professor. A propaganda vinha dos colegas, bem como dos alunos. E de fato ele fazia jus à fama que tinha na escola: suas aulas eram espetaculares.

Resolvi que tinha que conversar com ele e descobrir qual era o segredo de seus alunos tirarem boas notas e ao mesmo tempo amarem as suas aulas. “Todo conteúdo que o aluno recebe com uma carga de emoção elevada, favorece o armazenamento cognitivo”, garantiu. Para garantir isso, ele chegou a transformar a sala de aula em um centro cirúrgico com mala, instrumentos, médicos, enfermeiras, pacientes e até uma galinha.

Sir Ken Robinson em um TED destaca três princípios que são essenciais para a mente humana aprender, e como a educação atual muitas vezes pode trabalhar contra esses princípios:

  1. Seres humanos são naturalmente diferentes: crianças se desenvolvem melhor com um curriculum mais amplo que celebre seus vários talentos, não apenas uma pequena parcela deles. Elas têm várias habilidades e o objetivo da educação é ajuda-las a desenvolver essas habilidades.
  2. Curiosidade: crianças são aprendizes naturais. “O magistério é uma profissão criativa e não um sistema de entrega. Grandes professores orientam, estimulam, provocam e engajam. Educação é aprendizado. Se não há aprendizado acontecendo, não há educação acontecendo.”
  3. Criatividade: a vida humana é inerentemente criativa. Robinson menciona que na Finlândia não existe taxa de abandono escolar. Eles reconhecem que há estudantes que estão aprendendo e que precisam ser engajados em sua curiosidade, individualidade e criatividade.

A ideia de Robinson é que esses três princípios combinados são importantes para que os alunos consigam atingir o verdadeiro aprendizado. O objetivo é fazer com que os estudantes recordem a matéria e, acima de tudo, consigam aplicar os seus novos conhecimentos.

O cérebro aprende quando ele de alguma maneira é emocionado. Quando alguém fala “the book is on the table”, todo mundo ri, porque lembra dos artistas do programa humorístico “Casseta e planeta”, que gravaram a frase na mente do público com uma simples brincadeira.

Suellen Timm

Formada em Jornalismo, Letras Inglês e Português. Atua há mais de 10 anos como jornalista para sedes da Igreja Adventista no estado de São Paulo. Foi professora de Português e Inglês. Atualmente trabalha como editora-chefe do Adventist Educators Blog e Assessora de Comunicação da Sede da Igreja Adventista para o Oeste do Estado de São Paulo.
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