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Como tornar o culto escolar especial

O início da aula deve ser um momento de meditação, um momento especial e interessante para os alunos. Ellen G. White enfatiza que a verdadeira educação cristã consiste no incutir ideias que impressionem o espírito e o coração com o conhecimento de Deus, o Criador, e de Cristo, o Redentor. Essa espécie de educação renovará a mente e transformará o caráter, habilitando os estudantes a conhecer a voz de Deus.

Antes de iniciar o projeto, é essencial conversar com a turma para mostrar a importância de se envolverem e manterem um compromisso com o momento do culto. Alguns alunos podem ser escolhidos como representantes da turma para receberem o título de: líderes espirituais da classe. A eleição deve ser realizada com votos secretos, e o professor deve dirigir esse momento. Os alunos precisam ser conscientizados de que os líderes escolhidos deverão ser pessoas comprometidas e responsáveis, visto que se tornarão articuladores dos momentos de culto sob a supervisão do professor.

Após a escolha dos líderes espirituais, o professor pode preparar um momento de entrega oficial do cargo, que pode ser uma aula especial com a presença do pastor da escola. O momento deve ser preparado para se tornar marcante. Nessa ocasião deve ser entregue um caderno para ser usado nos cultos pelos alunos escolhidos. Nesse caderno, os estudantes planejam todas as suas ações como: dinâmicas usadas, tema do culto, texto bíblico usado, entre outros. O professor supervisiona todos planejamentos e interfere se houver necessidade.

O envolvimento dos alunos na elaboração das atividades torna o projeto mais próximo da realidade deles, além de que a motivação em aprender sobre as histórias e lições bíblicas se torna evidente. Durante as aulas é possível notar que o compromisso e a motivação no aprendizado não se restringiram apenas ao momento da meditação e aplicação do projeto, mas reflete visivelmente em todos os conteúdos apresentados em sala de aula. Os alunos, de maneira geral, tornaram-se mais responsáveis com o aprendizado.

Velasquéz (2004) diz que o aprendiz deve ser consciente de que aprender é um ato pessoal que exige esforço e vontade. A motivação é o primeiro passo para isso, mas não é suficiente. Ainda que a aprendizagem seja um ato pessoal interno, tem uma razão de ser: aprender para quê? O envolvimento na elaboração dos momentos de meditação, dá aos alunos o senso de responsabilidade e ajuda-os a compreenderem a razão do aprender.

Respostas de como e porque ter compromisso com o aprendizado foram apresentadas através do projeto. Ser melhor e fazer melhor foi o alvo da classe, já que um dos primeiros textos usados pelos alunos foi Colossenses 3:23: “E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens, conscientes de que recebereis do Senhor a recompensa da herança. É a Cristo, o Senhor, que estais servindo”. A busca pelo crescimento pessoal, acadêmico e espiritual auxilia a turma a alcançar a excelência.

VELÁZQUEZ, F. et al. Matemáticas e Internet. Barcelona: Graó, 2004.

Miriã Sette Pereira

Miriã atua como professora do 5º ano no Colégio Adventista de Juiz de Fora, Brasil, há três anos. É graduada em Pedagogia pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo (2016). Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Gestão, atuando nos seguintes temas: escolas, gestão educacional, inovação, formação e administração e organização. É autora de livros e artigos na área de Educação e Gestão Escolar.
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