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O impacto das mídias sociais nas crenças e valores

O surgimento das mídias sociais revolucionou a forma como a sociedade se comunica. Em novembro de 2016, a média diária de pessoas acessando o Facebook foi de 1,19 bilhão. O Twitter possui 313 milhões de usuários ativos por mês. O Youtube tem mais de 1 bilhão de usuários. O Instragram tem 600 milhões de usuários. Esses dados comprovam o quanto as redes sociais tornaram-se parte da vida das pessoas e um dos meios mais rápidos de comunicação.

Photo: Unsplash

No livro Educação: um tesouro a descobrir, Delors (1998, p.89) expõe uma preocupação em relação ao volume de informações circuladas no século 21 e o papel da educação que deve “fornecer, de algum modo, os mapas de um mundo complexo e constantemente agitado e, ao mesmo tempo, a bússola que permita navegar através dele.

Para contribuir com esta reflexão, Delors (1998, p. 101 e 102) apresenta quatro aprendizagens que ao longo da vida serão os pilares de conhecimento de um indivíduo:

  1. Aprender a conhecer – “aprender a aprender para se beneficiar-se das oportunidades oferecidas ao longo de toda a vida”;
  2. Aprender a fazer– para desenvolver a competência profissional e o trabalho em equipe;
  3. Aprender a conviver– “desenvolvendo a compreensão do outro e a percepção das interdependências”;
  4. Aprender a ser– desenvolver a personalidade, seus valores.

Considerando os quatro pilares de conhecimento apresentados por Delors (1998), de certa forma, todos eles estão presentes nas mídias sociais. Por meio delas, as pessoas buscam aprimoramento profissional, participam de grupos de empresas e profissionais que compartilham conteúdo para o aperfeiçoamento do trabalho, além de desenvolver network. Por meio delas as pessoas mantêm contato com seus amigos e familiares independente da distância, e com isso, compartilham suas crenças e convicções pessoais.

Ressalta-se assim, que a comunicação digital, especialmente por meio das mídias sociais, tem grande potencial para provocar mudanças na sociedade e gerar comportamentos relacionados principalmente aos pilares “aprender a conviver” e “aprender a ser” apresentados por Delor (1998).

Sobre esta questão, Bruscagin (2016, p.125) apresenta uma reflexão:

(…) quando se comunicam por meio das mídias sociais, as pessoas são inclinadas a confiar mais no interlocutor do outro lado da comunicação. (…) as conexões sociais não são tão fortes nas mídias sociais quanto o são na relação face a face. (…) a tendência é seguir e interagir com pessoas que concordem com nossos pontos de vista e, assim, não interagimos com a mesma diversidade de pontos de vista como interagimos face a face.

Nesse contexto qual é o impacto das mídias sociais sobre as crenças religiosas? Qual é a influência das mídias sociais sobre os nossos alunos e os valores que os ensinamos?

O artigo é a primeira parte de uma série de três artigos. Ler o segundo artigo da série. O terceiro artigo será publicado em 15 dias. 

BRUSCAGIN, Claudia. Relacionamentos fluidos. In: DORNELES, Vanderlei (Org.). Mundo Virtual: Riscos e Oportunidades das Novas Tecnologias. Tatuí-SP: Casa Publicadora Brasileira, 2016.

DELORS, J. Educação: um tesouro a descobrir. 2 ed. São Paulo: Cortez, 1998.


Nota: Artigo escrito e postado em Português.

Helen Candido

Helen Candido

Com mais de 20 anos de experiência na área digital, atua principalmente na gestão de projetos de internet, marketing digital e tecnologia educacional. É Chefe do Portal da Educação Adventista e CPB Digital na Casa Publicadora Brasileira.
Helen Candido

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