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Projeto Garotas Brilhantes (Parte 2)

Como falamos no primeiro artigo desta série publicado na semana anterior, começamos o projeto com adolescentes nas escolas públicas devido a uma necessidade de mudar a realidade social das alunas. O Projeto Garotas Brilhantes consiste em encontros semanais com palestras, oficinas e atividades socioeducativas que causem impacto positivo. As prioridades são:

  1. Desenvolvimento das potencialidades de cada participante, incentivando a busca de realizações pessoais e profissionais
  2. Teacher asking questionAcesso à educação integral e a programas culturais;
  3. Convivência com grupos sociais de referência e influência positiva para a formação pessoal;
  4. Conscientização sobre valores morais, éticos e espirituais
  5. Valorização da autoestima positiva e da resiliência
  6. Prevenção de situações de risco e de violência familiar
  7. Diminuição do índice de vida sexual ativa e gravidez precoce;
  8. Diminuição do índice de evasão escolar, melhoria no rendimento acadêmico e no comportamento das alunas.

Assim, o projeto trabalha com o desenvolvimento de três eixos fundamentais:

  • Acolhimento – Parte integrante do processo interventivo dos educadores que desenvolvem o Projeto e congrega três elementos: escutar; trocar informações e conhecer a realidade das meninas. O acolhimento tem como objetivo o acesso à direitos das mais diversas naturezas, bem como a criação de vínculos e a compreensão de elementos para fundamentar uma futura intervenção. É a partir dessa etapa que identificamos as necessidades e problemas que as adolescentes enfrentam. Também é o momento de aproximação para atrair a atenção delas.
  • Autoconhecimento – É o momento de conhecer a história de vida e do momento atual da jovem, imagem, autoestima e seus valores como pessoa, auxiliando no desenvolvimento de opiniões críticas sobre questões da sua faixa etária. Ao pensar na jovem como autora e construtora de sua própria história de vida, é preciso ter claro que é necessário ajudá-la a se autoconhecer para que tenha condições de fazer escolhas maduras, responsáveis e que agreguem valor à sua vida.
  • Fortalecimento de vínculos familiares e comunitários – Educar é tarefa precípua da família. Aprimora-se no convívio familiar, complementa-se na escola e é enriquecida na vida comunitária. No âmbito da família, é essencial a presença física e afetiva dos pais, já́ que é o primeiro e o mais importante elemento formador do referencial moral de qualquer pessoa.

É importante acrescentar que a família tem como uma de suas principais funções a proteção. Entretanto, hoje a maior parte das famílias fica pouco tempo com os filhos. Então, a função familiar que se esperava antes (construção de valores, consciência cívica, aprendizado do convívio social, diálogo, respeito), nem sempre tem sido cumprida.

É necessário construir pontos em comum nessa dinâmica entre escola, família, igrejas, a comunidade e as organizações da sociedade civil, pois há uma grande convergência entre todos: o bem e o desenvolvimento das crianças e adolescentes, o desejo que que eles cresçam de forma saudável e equilibrada.

Para trabalhar junto, é necessário não procurar o culpado: a família que não cuida, a escola que não educa, o poder público que não investe os recursos necessários. É preciso trabalhar com as potencialidades e não com as dificuldades.

Na próxima semana será publicada a última parte dessa série de artigos.


Nota: Artigo escrito e postado em Português.

Neusa Ferraz

Neusa Ferraz

Neusa Ferraz é formada em Educação pelo Instituto Adventista de Ensino, tem pós graduação em Psicopedagogia no UNASP EC e MBA em Gestão Estratégica do Terceiro Setor na FMU, SP.

Já foi professora, orientadora e diretora escolar em São Paulo e em Cuiabá, no Mato Grosso. Atualmente, atua como gestora de projetos sociais na Adra Brasil, regional São José do Rio Preto - São Paulo, Brasil, onde implantou o Projeto Garotas Brilhantes (PGB).
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