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Contar uma história com criatividade

Alguma vez você já ouviu um adulto contando histórias com uma voz infantilizada, como se estivesse imitando uma criança. Em alguns minutos, aquele tom agudo constante começa a irritar o ouvinte. Esse estilo de voz acaba com a paciência do público adulto e infantil. Por outro lado, uma voz baixa que permanece no mesmo tom também não resolve a questão, pelo contrário, dá sono e faz o público ficar distraído.

Teacher is sitting in the classroom with her primary school students, reading a story to them.A voz é uma das partes mais importantes na hora de contar histórias, em geral utilizo objetos variados para contar uma história, mas quando tenho que improvisar e não tenho nada a mão, uma solução é dar aquela caprichada nas vozes dos personagens e do ambiente. Você pode utilizar uma voz fina de um bichinho, voz grossa de um rei bravo, o barulho do vento ou a pancada de uma batida na porta. Sim, a voz é um recurso valioso na hora de contar histórias, principalmente para as crianças, porque elas que tem muita imaginação.

A voz é um elemento dramático e essencial, é o instrumento de trabalho do contador. Por isso tenha em vista os seguintes aspectos:

  1. Altura – muito bem calculada para caracterizar os personagens.
  2. Volume – é a variação entre forte e fraco, mostrando as emoções dos personagens.
  3. Ritmo – é a variação de velocidade.
  4. Pausa – é o silêncio no meio da fala, para dar o clima de suspense, mas não pode comprometer o significado das frases.
  5. Vocabulário – Procure usar palavras de fácil compreensão para o público ouvinte.

Essa dramatização da voz também se aplica a linguagem corporal, portanto, os gestos devem refletir as emoções da história. O olhar, por exemplo, deve transmitir o que está sendo falado, daí a importância de olhar para todas as direções a fim de atingir todos os ouvintes.

Recursos para ilustrar

Um objeto, uma figura, uma imagem no telão, um instrumento sonoro, uma pessoa caracterizada de personagem da história, todas essas possibilidades são recursos utilizados pelo contador para chamar atenção do ouvinte e ilustrar o que está sendo apresentado.

Mas na hora de escolher, vale levar em conta o número de ouvintes e o espaço físico que está disponível. Não adianta levar um livro ilustrado em um evento de 300 crianças, já que elas não vão enxergar sua ilustração. Por isso a importância de planejar e analisar qual recurso melhor se encaixa em cada situação.

A crianças aprendem por estímulos visuais, auditivos e cinestésicos, ou seja, imagens, sons e sensações. Assim, é preciso investir tempo no planejamento de uma história e acrescentar elementos que podem contemplar diversos estímulos.

Você pode se expressar com uma música, o barulho de objetos, o sabor de um pão, o cheiro de um perfume que lembre flores, figuras, objetos que representem os personagens da história e outras formas que tornem a história mais atrativa. Tornando a comunicação mais completa e potencializando a retenção do que está ensinando.

Resumindo…com uma voz divertida, recursos interessantes, somados a estímulos diferentes, sua história tem tudo para ser um sucesso. Pode parecer muito esforço para apenas uma história, mas perceber o brilho dos olhos dos pequenos ouvintes, vai fazer todo empenho valer a pena!

Glória Barreto

Educadora e jornalista por formação. Também é pós-graduada em Gestão Escolar e MBA de Comunicação Corporativa. Já atuou por 13 anos em diversas instituição educacionais no Brasil, como professora, coordenadora, e diretora escolar. Nos últimos anos trabalha como assessora de imprensa no Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP), no campus Hortolândia, interior de São Paulo, Brasil. Sobre a atividade de contar histórias, participa de Eventos infantis e Semanas de Oração para crianças como um hobby.
Glória Barreto

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